30/11/08
VOCAÇÃO OU DESTINO?!
Escrevo desde pequeno,
escrevo de qualquer jeito.
Por nada me pego escrevendo
o que vai na cabeça ou no peito.
Escrevo porque preciso.
Escrevo porque não interpreto.
Escrevo porque meio Narciso.
Escrevo co’amada longe, ou por perto.
Escrevo quando confuso.
Escrevo quando maltrato.
Escrevo em cadernos, agendas sem uso,
pequenos papéis de recado, ou até guardanapo.
Escrevo por amor,
quando e sempre amando.
Escrevo na alegria, na saudade e na dor;
escrevo me distraindo, esteja parado ou andando.
Escrevo perigosamente,
escrevo até… Dirigindo!
Meu Deus, isto é muito imprudente!
Mas é pra não ver as idéias fugindo…
Escrevo sentado no trono.
Escrevo deitado, quase dormindo.
Escrevo palavras livres, sem dono,
escrevo escravas palavras, servindo.
Escrevo à vista de todos.
Escrevo palavras envergonhadas.
Escrevo escondido, com bons ou maus modos,
escrevo em prosa, em verso e garatujas desenhadas.
Escrevo enquanto trabalho.
Escrevo enquanto brincando.
às vezes escrevo mal pra caramba
e evitar escrever palavrões vou tentando…
Só não escrevo por dinheiro.
Só não escrevo gritando.
E não escrevo no chuveiro:
no banho, só fico cantando…
[Adhemar - Santo André, 20/11/2008]
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