Arquitetura e poesia: Literatório

Impressões pessoais sobre tudo em geral e nada em particular; a sutileza que entremeia as diferentes expressões destas artes; a arquitetura da poesia e a poesia da arquitetura! Vida.

31/10/09

Primeiro amor adolescente

Longínquos sinais, tardios acenos.
Sopros suaves, ventos amenos.
Furtivos suspiros, inocentes folguedos.
Fugidios sorrisos, esquecidos brinquedos.

Uns breves toques propositais
dados por perdidos.
Uns fingidos desvios nem tão casuais,
faces e olhos ardidos.

Tanto esforço de atitudes parecendo normais…
Intra-peito, um coração fugitivo.
E lábios que nunca beijaram querendo mais,
querendo tudo, um mergulho impulsivo.

Até que a saudade cause lágrimas mortais
por essa dor nunca antes sentida;
nessa certeza de que todos os amores são fatais
até que morra o primeiro e surja outro em nossa vida…

[Adhemar -  Santo André, 13/11/2008]

criado por adhbrgsz    7:37 — Arquivado em: Poesia

1 Comentário »

  1. Olá! Lindo o que li. A gente passa a vida sem tomar tento dessa “dor nunca antes sentida”. Porque é sempre nova, reparou? Vale amar…

    Beijocas de sua leitora.

    Comentário por Selma Barcellos — 4 de novembro de 2009 @ 18:24

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