13/11/08
Fantasias que povoam a mente. Coragem para transformá-las em realidade e enfrentar poderes (ou ‘podres’?!) públicos e temporais para concretizá-las.
Grande determinação. Detalhismo minucioso. Esculturas vivas representando residências, parques, igrejas, estabelecimentos comerciais.
A força de uma obra que, iniciada em fins do século XIX, atravessou o século XX e, em pleno século XXI, ainda emociona, impressiona pela grandeza, pela beleza, pela perenidade; e que significa um exemplo de dedicação e de fidelidade a princípios intrínsecos.
Neste breve excerto, apenas um tímido manifesto de admiração pelo imortal arquiteto catalão Antoni Gaudí (25/06/1852 - 07/06/1926).
[Adhemar - São Paulo, 24/05/2008]
Vejam algumas obras do mestre (imagens retiradas do site wikipédia - Gaudí - obras):
Igreja Sagrada Família - Barcelona / ESP

Casa Batló - Barcelona / ESP

Casa Milá - Barcelona / ESP

Casa Vicens - Barcelona / ESP

Adhemar, 13/11/2008.
11/9/08

Projeto (2.008) de um galpão que está sendo construído em Vinhedo / SP, é o segundo (por isso "G2") numa área que foi dividida em três. Em 2.007, fizemos o projeto do "G1" - foto abaixo - mas o "G2" vai ficar mais legal ainda.

Coloco propositalmente duas imagens de obras construída e em construção neste 11 de setembro, porque a parte mais penosa de minha profissão é ter que desmanchar algo pronto pra construir outra coisa (não é o caso destes galpões, porque o terreno estava livre). Reconheço que tem muito "lixo" em pé precisando ser derrubado; mas vocês não fazem idéia de como se desperdiça bons materiais na maioria absoluta das demolições. Tanto é verdade que existem empresas especializadas em desmontes técnicos para aproveitamento do que vai ser demolido; e nós, da construtora Tramil, procuramos fazer o mesmo em reformas e obras novas que entram no lugar de outras edificações. Mas no mundo de hoje, nem sempre há tempo ou interesse num trabalho de reaproveitamento. Imaginem então o choque da gente diante da destruição deliberada, proposital e que ainda por cima custou milhares de vidas de pessoas que sequer tiveram a oportunidade de se defender! Há sete anos estava num dia calmo, voltando pra casa após visitar uma obra logo cedo e não precisaria sair mais pelo resto do dia; ouvi a notícia dos "acidentes" no rádio do carro; cheguei em casa, liguei a TV no exato instante em que o segundo dos prédios estava desabando. Pensei em ir buscar meus filhos na escola, ficar abraçado com eles e com minha esposa num cantinho qualquer lá de casa esperando o mundo acabar de vez.
Adhemar, 11/09/2008.
13/6/08

Projeto de casas sobrepostas em São Bernardo do Campo. O terreno era pequeno, mas coube a garagem e quatro apartamentos. Feito na construtora Tramil há uns três anos, não chegou a ser construído porque o proprietário vendeu o terreno (onde havia um grande sobrado que já havia sido nossa sede).
Adhemar, 13/06/2008.
11/6/08

Reforma radical executada na Igreja de São José Operário, em Santo André. Apenas duas paredes ficaram em pé, reconstruímos reforçando a estrutura, alterando a cobertura. O projeto é de uma arquiteta ligada à paróquia e a obra foi realizada em 2002 pela construtora Tramil, da qual faço parte.
Adhemar, 11/06/2008.
9/5/08

Projeto (não construído) feito para a sede de um sindicato em Santo André, em 2002 ou 2003.
Adhemar, 09/05/2008.
11/4/08
Obra na Vila Mariana, São Paulo / SP, feita por nós em 1999.

O prédio da frente é de escritórios e contém um estúdio de TV, outro de rádio. Ao fundo (quase não aparece), o prédio da residência de padres de uma congregação, na época; atualmente eles venderam ou alugaram o imóvel mas ele continua lá, com o mesmo aspecto. Tem instalações modernas, acabamento de alto padrão e infra estrutura completa.
O projeto (1998) é dessa moça aí, a maiorzinha, arquiteta Stella Maris. Pra azar dela, pedi um autógrafo em 1989 e ela assinou… a certidão de casamento! Se lascou…

A menorzinha é nossa afilhada, Isabella.
Adhemar, 11/04/2008.
8/4/08
"O compasso invisível traça arcos imaginários. A ponta fixa gira acompanhando a ponta que risca o mundo em pensamento e saudade. Do alto quase se vê esses arcos e ângulos diáfanos gerados pelo movimento da ponta móvel do instrumento. O mundo é o papel, o mapa do cartógrafo, do comandante do navio. E uma reprodução dos caminhos se lê nas estrelas, que indicam e refletem a ponta do compasso que se mexe enquanto a ponta sêca apenas gira seguindo e olhando para onde vai você."
[Adhemar - São Paulo, 09/10/2007]

Pavilhão (no centro da foto) comercial em Barueri / SP - de uma grande empresa nacional que reformamos em 2002, interna e externamente, instalações, asfalto, guarita, paisagismo. Foi um intenso trabalho físico realizado em prazo muito curto, mas que deu uma enorme satisfação em fazer.
Adhemar - 08/04/2008.
3/4/08
"Nascemos. Não há nada de novo a dizer sobre esse fato, de como germinou a semente que fomos, fecundados num ato de amor (ou de distração). Não importa como, nascemos. Não há ninguém mal-nascido."
"Também não há o que comentar sobre como nos desenvolvemos. É uma fase comparada a quase tudo, desde o brotar e tomar forma a planta até a aurora após surgir o sol. Entre nuvens e brumas, o calor da vida nos fez crescer."
"E da mocidade então? O lento desabrochar da flor, o sol em plenitude iluminando e aquecendo ao seu redor, a experiência de sair da infância para adolescência e do adolescente virando adulto. A fase aparentemente mais longa da vida, pois a gente vai virando gente, vai virando gente… e fica tão ‘gente’ que às vezes se isola, absoluto, sobre um pedestal com três pés. Os mais inteligentes vão permanecer imóveis, apenas atraindo para si a curiosidade e admiração pelo ‘maravilhoso’ equilíbrio. Os só espertos ainda precisarão da pose de surfista pois o pedestal vai oscilar e o jogo de cintura vai mantê-los no alto, braços abertos com estilo e um sorriso cínico de triunfo. Mas os incautos… Esses vão cair em grande estardalhaço sobre todos aqueles que nem conseguiram subir. A fantasia e a máscara é que os vai derrubar."
"E após essa fase, que acaba, vem o tempo de envelhecer. De ceder rugas ao passado, de pensar, mais do que se mexer. Os pedestais não assustam, as analogias falam em flores e frutos para colher. Será o tempo de contar histórias (principalmente pros netos) e de se consagrar no recanto mais íntimo do seu próprio ser. Um puro momento de alegria fruindo plenamente o fato de viver."
[Adhemar - S. Paulo, 30/05/2006]

Eis a foto da obra - resultado de um projeto nosso - cuja perspectiva foi postada em março (e uma outra imagem abaixo). A foto não faz justiça ao projeto, o autor da mesma, graças a Deus, vive de outra profissão!
Adhemar, 03/04/2008
