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	<title>Arquitetura e poesia: Literatório</title>
	<link>http://adh2bs.blog.terra.com.br</link>
	<description>Impressões pessoais sobre tudo em geral e nada em particular; a sutileza que entremeia as diferentes expressões destas artes; a arquitetura da poesia e a poesia da arquitetura! Vida.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 25 Nov 2009 10:44:25 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Selma em Cascais</title>
		<description> 
Que veia poética na prosa fluente,
essa em que uma ponta de saudade já se sente,
mesmo estando aí,
e bem contente!
 
Sobre a Cascais de cá eu digo agora,
está um cantinho a povoar-se de pequenos edifícios
que assim ao ver-se pelo lado de fora
denunciam de verdade o meu ofício.
 
Tua Cascais, por certo, é mais ...</description>
		<link>http://adh2bs.blog.terra.com.br/2009/11/25/selma-em-cascais/</link>
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	<item>
		<title>Fim do mundo</title>
		<description>Sei fazer cerveja com água salgada;
já sou lacaio de muita gente,
um patrão só não seria diferente;
tenho medo de jacarés,
mas não dos que estão aos seus pés;
fluente em marcenaria...

Só que eu não iria,
não tomo cerveja quente
e seria uma teia de enganos.
Valeu, agradeço a oferta de emprego,
mas já tenho os meus próprios ...</description>
		<link>http://adh2bs.blog.terra.com.br/2009/11/21/fim-do-mundo/</link>
			</item>
	<item>
		<title>RITMO</title>
		<description>Aberto o compasso, o espaço, o espelho.
Aberto o assunto, juntos os joelhos.
Falar do que é complicado,
mexer na ferida aberta.
Aposta no próprio coelho,
no favorito disparado,
aposta na aposta certa.

Não se aposta na aposta certa,
é feio, é descarado.
Descartado na testa,
na festa, almoxarifado.
Reserva do que é preciso,
precioso e protegido;
conserva do que é juízo,
protesto,
modo conciso.

No ...</description>
		<link>http://adh2bs.blog.terra.com.br/2009/11/21/ritmo/</link>
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	<item>
		<title>DESTERRO</title>
		<description>Exílio.
Uma ausência forçada.
Uma expulsão indireta.
A gente fora do nada.

Auxílio.
Um socorro de repente,
ajuda anunciada
para um apelo urgente.

Exílio.
Saudades da pátria amada.
Morada em terra estrangeira,
prometida e indesejada.

Auxílio.
Uma passagem pra frente,
para apoiar - interesseira -
a mão estendida e pedinte.

Exílio.
Uma solidão desacompanhada
não tendo ninguém por ouvinte
da queixa mais que magoada.

Auxílio.
Uma emboscada,
um desarme consciente
para uma alma ...</description>
		<link>http://adh2bs.blog.terra.com.br/2009/11/18/desterro/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Botânica</title>
		<description>

Um viajante anônimo observa
o movimento vital numa paisagem.
O amor na natureza manifesta
uma época de típica estiagem.

O amor é como a flor, sem água seca,
'inda que da melhor terra se alimente;
mas se de tal cuidado não se cerca,
ele padece em sofrimento, está doente.

Enfim, em todo caso, haja coragem!
E, se a timidez ...</description>
		<link>http://adh2bs.blog.terra.com.br/2009/11/15/botanica/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Entroncamento</title>
		<description>Diante da dúvida eu me deito
de costas para a areia,
de frente pro céu azul.
ou pássaros voando,
ou as estrelas do cruzeiro do sul.


Diante da dúvida eu invento
outros caminhos mais serenos
enquanto a mente entremeia
pesamentos mais leves
para problemas pequenos.



Diante da dúvida eu respiro,
abro os braços e pergunto:
- o que queres, me explique,
se explique, ...</description>
		<link>http://adh2bs.blog.terra.com.br/2009/11/10/entroncamento/</link>
			</item>
	<item>
		<title>BIDIVISÃO</title>
		<description>Machadada,
coco rachado;
metade pra cada lado,
dívida, dúvida
e um mal pago.

Facada,
queijo cortado.
Já não serve pro provérbio,
nem pro ditado.

Agulhas,
botão costurado;
tesoura,
pano cortado.
O que da união faz o açúcar
o calor o faz melado.

Unha -
migalha pela metade.
Tudo se divide,
infinitamente,
basta um pouco de vontade!

[Adhemar - São Paulo, 23/07/2009] </description>
		<link>http://adh2bs.blog.terra.com.br/2009/11/08/bidivisao/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Sonhos&#8230; 40</title>
		<description>UM DIA,
UM BELO DIA,
NASCEU UM SONHO.
UM SONHO TAL COMO OUTROS TANTOS,
MAS ENFIM TÃO VIVO,
TÃO PRESENTE,
TÃO NECESSÁRIO E TÃO REAL
QUE SE TORNOU A COISA
MAIS IMPORTANTE DA VIDA.
A CONSTRUÇÃO DESSE  SONHO QUE NASCEU
É DIFÍCIL E MUITO COMPLICADA;
MAS TÃO EMPOLGANTE, TÃO DECISIVA,
QUE DECIDIR PASSOU A FAZER PARTE
COTIDIANA DESSE SONHAR
MAIS E MAIS A FRENTE,
SEMPRE ...</description>
		<link>http://adh2bs.blog.terra.com.br/2009/11/07/sonhos-40/</link>
			</item>
	<item>
		<title>BENS</title>
		<description>
Por vezes é preciso analisar cuidadosamente o tempo disponível e gastá-lo todo num planejamento meticuloso do que poderia ser feito por ele mesmo - durante esse próprio tempo - sem maiores elucubrações. Depois, sair correndo atrasado, pois o planejamento do tempo gastou o tempo antes livre. Acumularam-se tarefas por fazer, ...</description>
		<link>http://adh2bs.blog.terra.com.br/2009/11/02/bens/</link>
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	<item>
		<title>Implicâncias desérticas</title>
		<description>No auge do trajeto, pouso forçado.
Deserto.
Uma inundação de nada,
absoluta e refratária.

Nos olhos,
um brilho dolorido por todos os lados.
Uma única fumaça sai da lata arregaçada.
Narinas ressecadas, pulmões opressos.
Um enorme calor enregelante,
pés inchados.

No mais alto,
um inclemente azul rascante.
Nem garganta, nem dentes.
A boca faz o gesto desnecessário
a procura do que não há,
dentro da ...</description>
		<link>http://adh2bs.blog.terra.com.br/2009/11/01/implicancias-deserticas/</link>
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